8 de novembro de 2026
Correio da Tarde

Açores e Madeira assinalam meio século de autonomia com desafios para o futuro

Os Açores e a Madeira assinalam este ano o 50.º aniversário da autonomia política, um marco histórico que redefiniu a organização do Estado português e permitiu às duas regiões autónomas gerir um conjunto alargado de competências próprias.

Açores e Madeira assinalam meio século de autonomia com desafios para o futuro

Os Açores e a Madeira assinalam este ano o 50.º aniversário da autonomia política, um marco histórico que redefiniu a organização do Estado português e permitiu às duas regiões autónomas gerir um conjunto alargado de competências próprias.

As comemorações foram assinaladas na Assembleia da República, onde representantes dos diferentes partidos destacaram a importância da autonomia para o desenvolvimento económico, social e cultural dos arquipélagos. Ao longo da sessão, foram também recordados os desafios enfrentados pelas ilhas nas últimas cinco décadas e a evolução registada em áreas como a saúde, a educação, os transportes e as infraestruturas.

Apesar dos progressos alcançados, os governos regionais continuam a defender um reforço da autonomia, sobretudo em matérias financeiras e legislativas. A insularidade, os custos de transporte e a necessidade de garantir igualdade de oportunidades face ao território continental continuam a ser algumas das principais preocupações.

Os responsáveis regionais sublinham ainda que os Açores e a Madeira desempenham um papel estratégico para Portugal, não apenas pela sua posição geográfica no Atlântico, mas também pela importância das suas zonas económicas exclusivas, da investigação científica e da economia ligada ao mar.

As comemorações dos 50 anos da autonomia prolongam-se ao longo dos próximos meses com conferências, exposições, iniciativas culturais e sessões evocativas organizadas pelos parlamentos e governos regionais.

Cinquenta anos depois da criação das regiões autónomas, o debate mantém-se atual: como garantir maior capacidade de decisão às ilhas sem comprometer a unidade do Estado português. Um equilíbrio que continuará a marcar a agenda política nacional nos próximos anos.