Faltam três dias para a abertura da Web Summit e, a partir de segunda-feira, o Parque das Nações vai ganhar outro ritmo. Durante quatro dias, Lisboa recebe startups de todo o mundo, investidores à procura de projetos e fundadores que chegam com reuniões marcadas e demonstrações prontas a mostrar. Entre os pavilhões da FIL e a MEO Arena, o programa faz-se de conferências e apresentações. Pela cidade, as conversas prolongam-se em encontros à margem do salão.
Para as startups portuguesas, há uma vantagem em jogar em casa. Em poucos dias, podem apresentar os seus produtos a potenciais clientes de vários mercados, encontrar parceiros e falar com investidores que normalmente teriam de procurar lá fora.
Na antevisão do encontro, o Correio da Tarde escolhe uma primeira empresa portuguesa a acompanhar: a Muzea, uma startup lisboeta que começou por criar visitas virtuais e quer agora ajudar os museus a vendê-las com guia.
O exemplo está no Mosteiro de São Vicente de Fora. No site do monumento, é possível entrar na sacristia, levantar os olhos para o teto pintado e passar aos claustros sem sair de casa. A visita a 360 graus, criada pela Muzea, já recebeu mais de 10 mil visitantes, segundo a empresa. Para quem vive fora do país, é uma maneira de mostrar aos filhos um lugar de que sempre lhes falou ou de descobrir um monumento que ficou por visitar na última viagem.

Fundada em Lisboa em 2021 por Daniel Tanque, a Muzea propõe produzir e alojar a visita virtual sem custos para o museu. O espaço pode depois vender visitas guiadas em várias línguas, gravadas ou em direto por videochamada. É essa possibilidade que a empresa leva à Web Summit, onde procura parceiros culturais, empresas interessadas em financiar a digitalização de exposições temporárias e investidores para uma primeira ronda de 500 mil euros.
A Muzea estará no stand A2-53, no Pavilhão 1, a 11 de novembro.